Para Stephan Paolini, vice-presidente executivo e responsável pelo Talento & Aprendizagem no Grupo Capgemini, a liderança é conseguir mostrar o caminho e principalmente saber cuidar das pessoas. “Sem pessoas não há liderança.”

Na opinião do consultor em gestão da mudança em vários setores, mas principalmente na indústria e no aeroespacial, e que falou para a assistência da Leadership Summit Portugal, “não há uma receita universal para a liderança, quer isto dizer que depende do contexto e que se aprende pela experiência – o líder aprende com os erros, a fazer mal e a levantar-se as vezes que forem precisas, explicou.
Então, como lá podemos chegar, como podemos aprender a ser melhores líderes? “Com muita experiência, resiliência, fazendo acontecer, a cair e a levantar-se”. É que, na visão de Stephan Paolini, com responsabilidade por centenas de pessoas, o líder não precisa de competências.
Em situações complexas como as que vivemos, uma só pessoa não pode ter todas as respostas, portanto defende que precisamos de um novo modelo de liderança, a Liderança Agile, em que a liderança passa a ser responsabilidade de todos.
Desta forma, o líder deve ser rápido e ágil a decidir e principalmente a envolver as pessoas num propósito comum. É aqui que reside a natureza deste estilo de liderança, em que “o líder é o combustível para o envolvimento, transmite a “big picture” e cria uma abordagem com a qual as pessoas se conseguem identificar.”
A tecnologia é um poderoso facilitador, mas se o líder não conseguir transmitir as suas ideias, a tecnologia não faz sentido e deixa de ter utilidade. “A liderança é uma responsabilidade coletiva”
Formado pela escola de negócios (EPSCI – ESSEC Group) e com MBA de San Jose State University- CA, Stephan Paolini tem experiência em vendas em grupos de alta tecnologia, como Alcatel et Sagem, antes de se tornar consultor em gestão da mudança em vários setores, mas principalmente na indústria e no aeroespacial.
Em 1995 integra a Bossard Consultants, a primeira empresa europeia de consultoria de gestão e cria o cluster “desempenho de vendas.” Durante a fusão entre a Capgemini e a Ernst & Young, em 2000, lidera 170 consultores e conduz muitos programas de transformação de negócios, integrando CRM e satisfação do cliente.
Participa, em 2002, da criação da OSE Consulting, uma pequena startup de consultoria dedicada à evolução dos modelos de aceleração da mudança, envolvendo 45 consultores e uma carteira de clientes de topo.
Em 2008 volta para a Capgemini Consulting para liderar a “Universidade de Transformação”, apoiando todas as estratégias de desenvolvimento de talentos. Depois fica à frente do escritório de Paris, elevando a rede internacional para mais de 330 consultores em 11 países. Em 2016 tornou-se Chief Talent Officer do Capgemini Group, cobrindo todos os desafios de gestão de talentos em todas as unidades de negócios e geografias.
