As perceções dos mercados financeiros e o histórico de choques análogos podem ser manipulados de várias formas. A Harvard Business Review, no artigo “What Coronavirus Could Mean for the Global Economy”, conduzido pela BCG, olha para a história para verificar, empiricamente, o potencial caminho de impacto da COVID-19 e o radar de acção das lideranças.
Os líderes das empresas questionam-se se a desvalorização dos mercados significa realmente uma recessão, o quão grave poderá ser a recessão da COVID-19, quais os cenários de crescimento e de recuperação, e se haverá um impacto estrutural duradouro resultante da crise em evolução.
Na verdade, projeções e estatísticas não respondem a estas questões. Dificilmente confiável, mesmo em tempos mais calmos, a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) é duvidosa, explica o relatório da HBR, uma vez que a trajetória do vírus é desconhecida, bem como a eficácia dos esforços de contenção e das reações das empresas e dos consumidores em geral.
Não existe um único número que credivelmente espelhe ou preveja o impacto na economia da COVID-19.
Em vez disso, devemos ter um cuidado especial aos sinais do mercado por setores, padrões de recessão e recuperação, bem como o histórico de epidemias e impactos, de modo a ter uma perceção do caminho a seguir.
De acordo com a mesma fonte, partilhamos o que devem os líderes fazer relativamente aos riscos económicos.
- Não fique dependente de projeções. Atualmente, os mercados financeiros refletem um estado de incerteza. Uma grande variedade de cenários permanece plausível e deve ser explorada pelas empresas.
- Não permita que as alterações dos mercados financeiros atrapalhem julgamentos relativamente à empresa que lidera.
- Concentre-se nos sinais de confiança do consumidor, confie nos seus próprios instintos e saiba como alavancar os dados da sua empresa, de maneira a calibrar essas informações. O impacto não será uniforme e as conclusões serão específicas para a sua indústria.
- Planeie para o melhor e prepare-se para as piores trajetórias. Lembre-se de que, uma recuperação V-shaped é o cenário plausível, conceptual e empiricamente, mas não deixe que essa perceção o torne conformista.
- Comece a ver para além da crise. Que micro e macroeconómico ou legado, a COVID-19 terá? Que oportunidades ou desafios poderão surgir?
- Considere como abordará o mundo pós-crise. Poderá fazer parte da adoção rápida das novas tecnologias, novos processos? Pode, eventualmente, encontrar vantagens na adversidade para a sua empresa, clientes e sociedade?
