A pandemia está a afetar as atividades humanas e, como resultado, o uso da energia e, naturalmente, as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. Estudo revela que a pandemia é responsável pela redução das emissões de carbono para a atmosfera em consequência da redução da atividade das pessoas que foram obrigadas à não mobilidade e ao confinamento.

No primeiro semestre de 2020 registou-se uma redução abrupta de 8,8% nas emissões globais de CO2 face ao mesmo período de 2019, segundo a pesquisa de Zhu Liu, Philippe Ciais e Hans Joachim Schellnhuber publicada a 14 de outubro no volume 11 da Nature Communications. A equipa de investigação dedica-se a produzir estimativas diárias de emissões de CO2 por país para diferentes setores com base em dados de atividade, “quase em tempo real.”
“A magnitude da redução é maior do que durante as crises económicas anteriores ou na Segunda Guerra Mundial”, dizem os autores do estudo, explicando que o tempo de redução das emissões corresponde às medidas de bloqueio em cada país.
No início de julho, os efeitos da pandemia nas emissões globais diminuíram em resultado do reinício de algumas atividades económicas, especialmente na China e em vários países europeus. “Mas há diferenças substanciais que persistem entre os países, com contínuos declínios nas emissões nos EUA, onde os casos de coronavírus ainda estão a aumentar.”
Apesar de haver informação que ainda não se conhece, os cientistas parecem convergir num ponto: as mudanças nas atividades humanas relacionadas com a pandemia de COVID-19 afetaram o consumo global de energia, bem como as emissões de CO2 associadas. O que só vem reforçar a tese dos ambientalistas de que o problema do aquecimento global tem origem na poluição feita pelas pessoas e empresas.
