Adecco analisa o impacto do 5G no local de trabalho

O mundo do trabalho está a preparar-se para o próximo grande abalo devido à adoção da tecnologia 5G, segundo a empresa de Recursos Humanos Adecco. “Com o desenvolvimento contínuo das novas infraestruturas digitais, as mudanças serão duradouras, afetando os nossos comportamentos e anunciando um novo modelo de trabalho”, revela a Adecco.

Algumas destas inovações já são comuns e estão a impulsionar a transformação digital. Banda larga, computação na nuvem, infraestruturas móveis e afins fazem parte de um processo que está a revolucionar todos os aspetos da nossa vida. A desmaterialização da burocracia, por exemplo, irá simplificar a relação entre o público e o privado, e entre as empresas e a administração pública.

No que diz respeito à produtividade no contexto da Indústria 4.0 e das fábricas inteligentes, a automatização tornar-se-á um padrão que exigirá novas competências e novos empregos. Tudo isto acontecerá no âmbito de redes digitais integradas onde as plataformas online irão mediar as relações entre os vários players, em tempo real.

A Adecco está a analisar um novo modelo de produtividade e eficiência, em que o local de trabalho e as tarefas realizadas não coincidirão necessariamente, graças ao trabalho inteligente e aos sistemas de ligação remota. Basta imaginar chamadas holográficas através de auscultadores de realidade virtual ou aumentada que permitem o encontro de pessoas em espaços virtuais, como feiras comerciais, conferências de imprensa e reuniões empresariais, habitados por avatares.

No entanto, estas enormes capacidades, quase semelhantes às da ficção científica, não estão isentas de riscos, diz a empresa. “À medida que as infraestruturas digitais se forem tornando o potenciador da inovação, a cibersegurança terá de salvaguardar as nossas comunicações, compras, jogos e o nosso trabalho.”

À medida que a tecnologia 5G expande a conectividade com um número crescente de pontos de acesso, haverá necessidade de novos padrões de resiliência que tenham em conta a interconectividade dos dispositivos (utilizando sistemas sem fios, rádio ou infravermelhos). E, no caso de um ataque, permitir a sua exclusão da rede sem comprometer a própria rede.

De facto, alerta a Adecco, “todo o sistema pode ser mais vulnerável durante a transição inicial de 4G para 5G, enquanto as versões antigas e novas correrem lado a lado e permitirem que as duas redes trabalhem em conjunto.

As mudanças trazidas por 5G vão muito além da tecnologia. Haverá também repercussões nos contratos de trabalho. Como a 5G permite um novo modelo para a produção de bens e serviços e uma nova relação entre trabalhadores e empregadores, haverá necessidade de trabalhadores com capacidade para lidar com a complexidade. Nesta perspetiva, “os futuros contratos de trabalho já deverão incluir disposições para a requalificação e reconversão profissional, a fim de garantir que a força de trabalho tenha as competências necessárias.”

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