Há um momento em que percebemos que são as perguntas (e não as respostas) que nos deixam mais perto do sentido. Sabemos que as respostas são úteis, sim, e que precisamos delas para continuar a viver – mas a vida transforma as próprias respostas em perguntas ainda maiores. A espiritualidade tem de ser uma oportunidade para o reencontro com interrogações fundamentais, mesmo se desacreditadas num quotidiano que nos dispersa de forma cada vez mais absorvente: “Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A quem pertenço? Por quem ou por que coisa posso ser salvo?”.
Guiados por José Tolentino Mendonça, um dos mais importantes ensaístas portugueses de hoje, em O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas entramos, mais do que numa viagem de regresso, num itinerário de reinvenção de nós mesmos.
