Federação internacional alerta para falta de segurança de enfermeiros e pacientes

Apesar de 10% dos casos de COVID-19 serem enfermeiros, os governos não colocam esta classe como prioritária das suas medidas, defende o The International Council of Nurses (ICN) ou Conselho Internacional de Enfermeiros com sede em Genebra na Suíça, acrescentando que isso pode influenciar tanto a segurança dos profissionais de saúde, como dos pacientes.

Um novo relatório desta federação de mais de 130 associações nacionais de enfermeiros, fundada em 1899, vem dizer que mais de mil enfermeiros registados morreram devido ao coronavírus em 44 países. O documento reúne as respostas das associações nacionais de enfermagem entre 30 de julho e 14 de agosto de 2020.

Em média, 10% de todos os casos confirmados de COVID-19 em todo o mundo são de enfermeiros e outros profissionais de saúde. Isto sugere que, com quase 30 milhões de pessoas infetadas com o vírus, até três milhões podem ser profissionais de saúde.

Apesar disso, revela o relatório, metade dos países pesquisados ​​não está a classificar a COVID-19 como risco ocupacional. O ICN também destaca que as mortes de profissionais de saúde ainda não estão a ser registadas de forma centralizada – o que significa que o número total pode ser significativamente maior.

“As conclusões do relatório contribuem para uma lista crescente de falhas na ação dos governos para proteger enfermeiras e outros profissionais de saúde durante a pandemia. Ao não coletar dados sobre mortes e infeções ou reconhecer a COVID-19 como uma doença ocupacional, os governos estão de facto a olhar para o lado”, disse o CEO da ICN, Howard Catton.

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