A Microsoft quer ser carbono negativa em 2030

A empresa americana de software Microsoft duplicou em Portugal o número de colaboradores nos últimos quatro anos. Hoje, ao celebrar 30 anos de presença no nosso país, emprega 1100 colaboradores face a apenas um colaborador em 1990, quando se instalou em Portugal. Cerca de 30% dos profissionais são mulheres, referiu Paula Panarra, a diretora-geral da Microsoft Portugal esta semana por ocasião de um pequeno almoço virtual no Teams, naturalmente.

A Microsoft conta com mais de 600 mil utilizadores da sua plataforma de reuniões virtuais Microsoft Teams nas escolas portuguesas e mais de 60% da sua faturação vem da Cloud, disse ainda a executiva.

Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen e sede em Washington nos EUA, o colosso tecnológico tem para Portugal uma visão que assenta em três pilares: recuperação económica, qualificação e sustentabilidade.  “Estamos focados em ajudar os nossos clientes na recuperação económica e a imaginar como irão trabalhar, otimizar as suas operações, relacionar-se com os seus clientes ou até criar novos produtos e serviços no pós-pandemia”, afirma Paula Panarra.

Recuperação económica

Com a pandemia, a Microsoft ajudou os seus clientes a responder com urgência às necessidades do momento, mas o objetivo agora passa pela recuperação económica. E para isso a organização está a fornecer ferramentas, soluções e orientação para capacitar colaboradores, otimizar operações e, em alguns casos, mudar produtos e serviços.

Skilling

A crescente digitalização e transformação dos postos de trabalho implica que as competências humanas sejam cada vez mais necessárias. As empresas terão de garantir as competências certas na força de trabalho e tomar decisões de reskilling e upskilling para a construção de uma geração sólida, com talento e que garanta também o retorno do investimento.

A Microsoft lançou recentemente uma iniciativa de competências globais com o objetivo de levar a digitalização a mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo até o final do ano. Esta iniciativa reunirá todos os departamentos da empresa, combinando recursos existentes e novos do LinkedIn, GitHub e Microsoft.

A nível nacional, o programa UPSkill – Digital Skills & Jobs destina-se a quem queira ter uma oportunidade profissional no setor das tecnologias de informação, tendo como objetivo qualificar recursos humanos em tecnologias digitais. Assim como a parceria com a Fundação José Neves na aposta na educação e nas competências em novas áreas do conhecimento associadas à tecnologia e ao digital.

Sustentabilidade

Em 2030, a Microsoft pretende ser carbono negativa, e, até 2050, vai retirar do ambiente todo o carbono que a empresa emitiu diretamente ou através do consumo elétrico, desde a sua fundação. No início de 2021 vai tornar a redução de carbono uma condição explícita nos seus processos de aquisição de produtos e serviços.

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