Com o mercado de ações a recuperar da queda provocada pela pandemia de coronavírus em abril, os fundadores de startups procuram obter capital em condições mais vantajosas do que as oferecidas pelos empréstimos e financiamentos bancários.
Segundo a AngelList, um portal de investimento em capital de risco, seis startups de tecnologia solicitaram uma Initial Public Offering (IPO) ou Oferta Pública Inicial no mesmo dia.
Ou seja, passaram a emitir ações no mercado de capitais de modo a obterem financiamento junto do público investidor. Mas o mais curioso é que a decisão foi tomada no mesmo dia, a 24 de agosto. Esta será uma data histórica para estas novas empresas tecnológicas com potencial de alto crescimento.
Estas são as seis startups que no mesmo dia enviaram os seus pedidos de IPO: Asana, Snowflake, Unity, Palantir, JFrog e Sumo Logic.
A Asana, uma plataforma de gestão do tempo reportou um crescimento de 86% nas receitas face ao ano anterior com mais de 1,2 milhões utilizadores com subscrição paga. Fundada pelo cofundador do Facebook Dustin Moskovitz em 2008, a Asana teve receitas de 143 milhões de dólares no último ano fiscal.
A Unity, uma plataforma de desenvolvimento de jogos de vídeo em 3D, fundada em 2004, gerou 350 milhões de dólares em receita no primeiro semestre de 2020. Mais de 50% dos jogos para telemóvel, PC e consola usam o Unity de alguma forma, incluindo Mario Kart: Tour e Pokémon GO.
A Snowflake Computing, uma startup de armazenamento de dados fundada em 2012, tem crescido enormemente, triplicando a receita para 242 milhões de dólares no primeiro semestre de 2020.
Por fim, a Palantir, uma startup fundada por Peter Thiel, que vende dados para os governos, também fez o pedido de abertura de capital. A empresa registou receitas da ordem dos 742 milhões de dólares com apenas 125 clientes. Mais de 200 milhões de dólares dessa receita têm origem nos seus três principais clientes. Contudo, a empresa registou um prejuízo de 580 milhões de dólares no ano passado.
Se há uma lição a retirar desta onda de IPO é que os fundadores e investidores em startups devem ser pacientes. Veja o caso desta meia dúzia de startups: foram fundadas em 2008, 2004, 2012 e 2003, sublinha a AngelList, que é também um espaço de oferta de emprego dentro do universo das startups.
