A “imunidade de rebanho” está longe de impedir a COVID-19

Relatórios recentes sugeriram que a imunidade coletiva pode ser alcançada quando apenas 50% da população estiver imune. A “imunidade de rebanho” acontece quando uma quantidade suficiente da população fica imune ao coronavírus por exposição ao vírus ou através da vacina.

Mas, segundo uma comunicação recente da Organização Mundial de Saúde – OMS, esta estimativa é em grande parte irrelevante. “Neste momento, como planeta, como população global, não estamos nem perto dos níveis de imunidade necessários para impedir a transmissão desta doença”, disse Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS.

“Precisamos de nos concentrar no que podemos fazer agora para suprimir a transmissão e não viver na esperança de que a imunidade coletiva venha a ser a nossa salvação”, acrescentou, ao ser citado num artigo da plataforma online do The World Economic Forum, feito em colaboração com a revista Business Insider.

Não sabemos quanto tempo dura a proteção contra o vírus após a infeção

Uma forma de desenvolver proteção contra o coronavírus é sobreviver ou ficar exposto a ele, o que pode levar as pessoas a criar anticorpos que lutam contra o vírus. Mas, embora os especialistas saibam que existe essa possibilidade, não conhecem a sua força, quanto tempo dura e como pode variar entre as pessoas.

Mesmo que a presença de anticorpos COVID-19 significasse que a pessoa estaria protegida contra o coronavírus, a pesquisa indica que apenas cerca de 10% da população global possui esses anticorpos.

“Isto significa que uma grande proporção da população permanece suscetível à infeção e que o vírus tem uma oportunidade de se espalhar”, disse a epidemiologista de doenças infeciosas Maria Van Kerkhove, líder técnica da COVID-19 da OMS. Por outras palavras, estamos muito longe da imunidade coletiva por meio de anticorpos.

A outra forma de proteção contra o coronavírus é tomar uma vacina. Mas, quando a vacina estiver disponível, não nos podemos iludir, pois não funcionará em todas as pessoas que a receberem, dizem os especialistas.

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