A natureza de nossa marca como líderes é influenciada pelo estágio em que estamos na nossa caminhada na liderança. Esta é uma das ideias sobre como criar a sua marca enquanto líder que consta de um estudo feito pela St George’s House, um espaço de debate fundado em 1966 sobre temas do interesse dos seus associados.
O documento reúne o essencial da informação produzida ao longo das conversas sobre liderança promovidas pela Society of Leadership Fellows, uma das atividades da St George’s House, sediada no Castelo de Windsor, no Reino Unido.
Para líderes mais jovens, a sua marca será em grande parte sobre as suas ambições para o futuro. Através do seu papel na liderança atual, procurarão modelar o que gostariam de se tornar. “À medida que nos estabelecemos como líderes, fica mais difícil desconectar a nossa marca da nossa função atual e do histórico que trazemos”, destacam os líderes da Society of Leadership Fellows que contribuíram para este relatório.
A segunda forma de construir uma marca à sua volta, dizem, é começar por analisar a cultura da organização onde nesse momento está integrado. “É que a nossa marca como líderes depende se trabalhamos ou não numa organização com uma forte cultura interna.”
Quanto mais forte a cultura da organização, mais a marca precisa atingir um alto grau de adequação cultural. “Mesmo se formos CEO de uma organização com uma cultura forte, precisamos, ainda assim, de garantir que a nossa marca reflete essa cultura- a menos que o nosso objetivo seja liderar um processo de mudança de cultura dentro do qual a nossa marca simbolize a nova cultura que desejamos desenvolver.”
A marca do líder tende a ser mais forte quando está enraizada nos pontos fortes da pessoa. Esta é outra das ideias. Aqueles que têm mais confiança na sua marca como líderes tendem a vê-la como algo enraizado nos seus pontos fortes.
“Quer optemos ou não por desenvolver a nossa própria marca, a verdade é que já temos uma. Se não a definirmos nós mesmos, os outros irão defini-la. Por esta razão é tão importante estarmos comprometidos diretamente com a forma como gostaríamos que os outros vissem a nossa marca. Se nos esquivarmos do desafio, os outros criarão uma visão de nós que pode ou não servir os nossos interesses como líderes.
A nossa marca como líder deve pertencermos verdadeiramente. Não é uma máscara que podemos escolher colocar e tirar à vontade. Sabemos que uma empresa pode alterar as palavras escritas numa lata de comida para redefinir a marca deste produto. É quase sempre mais difícil para um indivíduo renomear-se a si mesmo do que fazê-lo para um produto como um enlatado alimentar.
O rebranding pessoal leva tempo, especialmente numa época em que a autenticidade de um líder é considerada tão importante para sua marca pessoal. A maioria enfrenta um “inimigo comum” no que diz respeito à confiança na marca: o medo de parecermos inadequados e expostos como “impostores.”
A capacidade partilhada de duvidar de si mesmo como líderes mina a marca de liderança mais do que qualquer outra coisa. Muitos têm medo de destacar os seus pontos fortes para não se exporem demais e levar os outros a descobrir que não são tão bons quanto gostariam.
