O que vai mudar no Pós-Pandemia – Os Centros Comerciais

A reabertura total dos centros comerciais a 1 de junho em todo o País e a 15 de junho na Área Metropolitana de Lisboa tem demonstrado que os centros estão preparados para funcionar segundo as regras determinadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde.

“Os Centros Comerciais estão a operar com a limitação de um máximo de cinco visitantes por cada 100 m2 de área destinada ao público, o que dá total garantia de distanciamento social entre os seus visitantes; o tráfego tem sido compatível com as lotações máximas definidas por lei; as regras de distanciamento têm sido cumpridas; a utilização das instalações sanitárias tem sido feita com total respeito pela higienização e desinfeção; o uso de tapetes e escadas rolantes e elevadores têm decorrido sem qualquer problema; o funcionamento dos restaurantes e a utilização dos food-courts tem cumprido escrupulosamente as regras determinadas; a disponibilização de informação e de gel-desinfetante tem incutido uma confiança acrescida nos visitantes. E, finalmente, o público tem tido um comportamento cívico exemplar nomeadamente na utilização das máscaras de proteção”, conclui António Sampaio de Mattos, presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

Das 8600 lojas que integram os Centros Comerciais associados da APCC, 8483 estão em funcionamento, ou seja, 99% destes espaços estão de portas abertas, divulgou no dia 22 de junho a Associação, que representa 93 Conjuntos Comerciais e mais de 90% da área bruta locável total existente em Portugal. A mudança é uma inevitabilidade para muito setores e a Ceetrus, enquanto gestora dos centros comerciais Alegro, está já atenta à mudança na experiência do consumidor nos Centros Comerciais. «Hoje sentimos que existe uma mudança na customer journey, desde o momento em que o cliente identifica a sua necessidade até que se dirige a um espaço físico – existe agora um processo de pesquisa e preparação mais cuidado, para uma validação da necessidade de ida versus opção online, por um lado e, por outro, com uma otimização do tempo e da forma como vai percorrer o espaço comercial», identifica Filomena Conceição, diretora de Marketing da Ceetrus Portugal. Neste seguimento, acredita no reforço de toda a experiência de contacto, informação, confiança e até sensibilização para a segurança. Por consequência, a digitalização está altamente acelerada, sendo que no caso dos Alegros motivou desde logo o reforço do customer care online (redes sociais, website, google my business, entre outros).

Em curso está também uma nova lógica na gestão das operações, que parte desde logo pela formação das equipas face aos novos procedimentos, como por exemplo monitorizando o uso de máscara pelos clientes ou o indispensável reforço da limpeza e higienização das zonas comuns, algo que vai certamente ficar para o futuro e como condição para que os clientes sintam confiança em visitar os centros comercias. Também a medição, em tempo real, da quantidade do número de clientes nos centros é algo que cada vez mais vai ditar a adaptação das operações em função do tráfego, tendo em conta que hoje é indispensável para agir em conformidade com a lei que determina um limite do número de pessoas no interior dos centros. «Adicionalmente, o maior sentido de conveniência na visita aos centros comerciais, traz novos comportamentos como o “solo shopping” orientado, ao invés da tradicional visita de lazer em família, mudando a forma como se vivem estes espaços. É, portanto, essencial reorientar a estratégia de resposta para um perfil de cliente mais focado e envolvido num processo de mudança muito rápido e dinâmico», remata Filomena Conceição.

 

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