Vivemos um momento histórico, que tem revelado o melhor das nossas empresas e do País. O digital assume o protagonismo neste novo mundo e «no fim desta crise vamos ter um País muito diferente», garante André Aragão Azevedo no webinar da IDC, com o tema “COVID-19: Digital & IT implications, impact and what’s next for Portugal?”.
Este é o momento para digitalizar as empresas, repensar modelos de negócio e criar mecanismos de resposta diferentes. O Secretário de Estado para a Transição Digital mostra-se visivelmente orgulhoso da capacidade rápida de resposta das empresas e da mobilização de Portugal perante as adversidades na COVID-19. Mas não é altura para baixar os braços, «não basta passar para teletrabalho, é importante reflectir sobre os processos produtivos e as formas de relacionamento.»
Uma conjuntura fortemente marcada por transformações na forma como trabalhamos, aprendemos e comunicamos. No recente webinar da IDC, marcado na plataforma Zoom, André Aragão Azevedo foi categórico: «o digital tem um papel relevante para responder a esta crise.» Embora, ainda não se conheça a verdadeira dimensão deste impacto.
A pasta da Transição Digital criada há seis meses, integrada no Ministério da Economia liderado por Pedro Siza Vieira, tem como missão fazer da digitalização o trampolim de transformação do País. O digital agora, mais do que nunca, é o instrumento que vai permitir dar continuidade aos negócios e o acelerador desta nova realidade. Não é por isso de estranhar, que os desafios deste gabinete se avolumem: «Temos dois: o da saúde pública e da saúde da nossa economia. Temos de assegurar que quando a crise epidemiológica terminar vamos retomar e responder com vigor. O urgente agora é combater a crise de saúde pública e manter o nosso ecossistema produtivo a funcionar. E o motor de tudo isto é recorrer a medidas de base digital, colocando o interesse público e do País acima. Estamos todos juntos, orgulha-me esta preocupação social, alheia a objectivos comerciais», diz.
E faz questão de ressalvar: «Temos de digitalizar, mais do que meramente fazer a passagem para o trabalho remoto. Temos de pensar em outras formas de organização. Olhar para este momento para repensar modelos de negócios, criar mecanismos de resposta apesar do mercado estar numa posição complexa. A rápida adaptação ao mundo digital implica trabalhar os processos produtivos e as formas de relacionamento. O regime de excepção é no fundo uma oportunidade única para tomar decisões que adiávamos. E temos de garantir no presente e no futuro próximo, a forma como conseguimos sair desta crise».
Elencou algumas das iniciativas que o Governo tem desenvolvido nesta fase de crise, como o portal covid19estamoson.gov.pt, uma montra com o que foi feito ao longo deste período de tempo sobre a pandemia, todas as iniciativas, a legislação, mapas de contágio e respostas do ponto de vista de serviços. A parceria com quatro das principais empresas do setor (AWS, CISCO, Google e Microsoft) e operadores de telecomunicações (Altice, NOS, Vodafone e APRITEL) permitiu também a operacionalização do teletrabalho e um conjunto de tutoriais para a sua implementação. Na área dos serviços públicos, destacou todos os Ministérios envolvidos com a marca “Estamos on”, «ao abrigo do qual quisemos mudar o paradigma para o contacto digital. Reforço a capacidade da linha de apoio ao cidadão. Também na área da saúde, houve um reforço das respostas dos profissionais de saúde, o SNS 24 na primeira linha».
E lembra ainda: «Estamos a meio da batalha. Mas a COVID se teve algum mérito foi fazer-nos sair da nossa zona de conforto».
