Susana Silva: «Mais do que nunca o líder tem de dar o exemplo»

É tempo de reaprender, adaptar, evoluir e inovar. O sucesso das empresas dependerá da capacidade de adaptação e a agilidade dos seus líderes. Quem o assume é Susana Silva, Diretora de Pessoas do El Corte Inglés.

Neste que é o momento mais importante para os Grandes Armazéns: o Natal, é também altura de repensar planos de formação mais direcionados para o digital, requalificar as pessoas e prepará-las para se adaptarem às novas formas de trabalho.  O futuro assim o obriga, já que o passado recente forçou a mudanças estruturais na revisão de processos e na adaptação às novas necessidades.

Nesta casa há 20 anos, desde a chegada dos Armazéns a Portugal, Susana Silva tem também sempre presente o compromisso com a Sustentabilidade. Iniciou a sua carreira no El Corte Inglés, tinha então 23 anos, como administrativa da área de Recrutamento e Selecção. Em 2006, surgiu a oportunidade de ir abrir o El Corte Inglés de Vila Nova de Gaia, altura em que fica responsável pela área de Administração de Pessoal. Em pouco tempo, estava na Direção de RH da zona norte e, no ano passado, foi convidada para assumir a Direção de Pessoas de Portugal. Atualmente, o grupo espanhol conta com cerca de três mil colaboradores no nosso país, repartidos por Lisboa, Sintra, Coimbra, Vila Nova de Gaia, Porto e Braga.

Colocámos a pergunta: Que lições de liderança aprendeu com a COVID-19?  a alguns líderes, Susana Silva aceitou o desafio:

«As caraterísticas fundamentais que, no meu entender, devemos ter para ultrapassar os tempos que vivemos são a capacidade de adaptação e a agilidade. Passamos por uma fase de mudanças estruturais e de reorganização interna das empresas, e fomos obrigados a rever processos, a adaptá-los às novas necessidades, com a preocupação de sermos mais eficientes.

Neste momento, os nossos líderes terão de reaprender, adaptar-se, evoluir e inovar. O sucesso dependerá destas variáveis. Mais do que nunca o líder tem de dar o exemplo, ser próximo das pessoas, orientá-las, ouvi-las e motivá-las. A rápida evolução digital obrigou-nos a ser mais ágeis, a tomar decisões mais rápidas, a delegar responsabilidades e a confiar mais nas pessoas, nas nossas equipas.

O futuro obriga-nos a repensar planos de formação mais direcionados para o digital, temos de requalificar as nossas pessoas e prepará-las, da melhor maneira possível, para se adaptarem às novas formas de trabalho. Mas, por outro lado, é necessário melhorar os nossos compromissos com a sustentabilidade. Estamos hoje mais conscientes da necessidade de alterarmos hábitos, de forma a protegermos o ambiente. A urgência de proteger o Planeta já não é apenas uma responsabilidade social das empresas, é um dever individual de cada um.»

O artigo foi publicado na edição n.º 11 da revista Líder.

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