A partir de Sydney, na Austrália, o Professor Stewart Clegg da University of Technology Sydney- UTS Business School participou na 2.ª edição da “Leading People – International HR Conference” e falou sobre como deverá ser a liderança e as organizações no mundo pós-COVID-19.

Com ampla experiência como sociólogo e teórico das organizações, Stewart Clegg está a desenvolver uma investigação sobre como abordar os eventos de alto impacto, cuja probabilidade de ocorrência é desconhecida, como é o caso da atual pandemia por COVID-19. Com este estudo pretende preparar as organizações para anteciparem futuros imprevistos.
A sua hipótese de partida é, por um lado, que “requerem abordagens não tradicionais à gestão de sistemas, não baseadas na identificação e mitigação de riscos específicos ou na avaliação probabilística baseada em ocorrências passadas, mas numa preparação baseada no desenvolvimento de capacidades específicas.”
Por outro lado, defende que “as capacidades de gestão para lidar com a surpresa e incerteza não devem ser reduzidas ao planeamento e conformidade, mas sim serem entendidas como um conjunto de conhecimentos, práticas e atitudes individuais, organizacionais e inter-organizacionais.”
Stewart Clegg defende que construir e manter uma capacidade coletiva para gerir riscos catastróficos, mas improváveis, requer ter em consideração uma série de questões sociais e organizacionais, tais como a forma como as redes sociais e as cadeias globais de interdependência funcionam e mudam ao longo do tempo, mas também o papel das relações de poder.
O seu estudo tem três questões-chave: Que dinâmicas políticas e organizacionais tornam possível manter o foco em ameaças plausíveis?; Podem as organizações desenvolver um conjunto de práticas que as tornem mais capazes de se mobilizarem rápida e eficazmente face, não a ameaças específicas, mas a ameaças amplas?; Em que condições é possível desenvolver sistemas colaborativos de gestão de riscos para partilhar o custo da preparação para eventos catastróficos de alto impacto e de baixa probabilidade? A aprendizagem organizacional deve ser adquirida a partir de respostas a ameaças passadas, tais como a gripe espanhola pós I Guerra Mundial?
“Não há dúvida que estamos a passar por mudanças – mas como o mundo vai mudar, não sabemos”, diz o Professor para concluir.
Pode assistir à “Leading People – International HR Conference” na “Líder TV”, na posição 165 da grelha do MEO, e na SAPO Vídeos. Trata-se de uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas e da APESPE RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos.
O evento conta ainda com o apoio da Capgemini, Multipessoal, Axians, Tabaqueira, Multitempo, Consulting House, Sofia Calheiros & Associates, Turismo de Portugal, ASUS, Holmes Place, Lift, FCB Lisboa, Made2web e Carla Rocha Communication Training.
Veja a intervenção na íntegra aqui:
