Exatamente no mesmo período da carreira em que estava desocupado profissionalmente, Ricardo Fortes da Costa, Especialista em Liderança e Capital Humano, veio a descobrir que estava doente. Mas, apesar do lado mau da situação, o Professor do ISEG – Lisbon School of Economics and Management resolveu usar esse tempo para fazer o seu mestrado seguido de doutoramento, sem os quais nunca teria sido professor, que é, como veio a descobrir, o que mais satisfação e realização lhe traz hoje.

Aproveitou também para seguir à risca o conselho do médico, de que deveria perder peso, deixar de fumar e fazer exercício. Foi uma fase difícil, “em que estava doente e prestes a perder a cumplicidade com os meus filhos.”
Se não fosse esse susto forte nunca teria mudado, conclui Catarina Barosa, Diretora de Conteúdos da Tema Central, numa entrevista a propósito do seu novo livro “Flow – Full Life, Outstanding Work” sobre missão de vida e ferramentas para a realizar. Editada pela Editora RH, a obra destina-se a “indivíduos que procuram ir mais além, àqueles que buscam alimentar o seu compromisso interior e atingir resultados.”
Na verdade, defende Fortes da Costa no palco da 2.ª edição da “Leading People – International HR Conference“, é preciso decidir o que fazer com as coisas más que nos acontecem. “Não controlamos o que nos acontece, mas podemos fazer o que quisermos com o que nos acontece.” Mais tarde conseguiu ver o lado bom, como ter tempo para a família e amigos.
Uma das secções do seu livro é sobre a importância de descobrir o que andamos aqui a fazer neste mundo. “Ao sabermos o que nos move é mais fácil fazer escolhas na vida e termos onde nos agarrar nos dias difíceis.” No seu caso, como diz, o seu propósito de vida passa por “tocar a vida dos outros.”
Começou a ter maior clareza sobre o que o movia quando no final das aulas percebia que tinha contribuído com algo para quem assistia. Hoje, sabe o que é importante para si e por isso em vez de ter quatro profissões diferentes ao mesmo tempo foca-se nas suas aulas e na consultoria que presta a duas ou três empresas clientes.
“Quanto melhor pai sou, melhor profissional sou – e vice-versa”, diz para ilustrar a importância do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, entre a carreira, a família e os afetos. “Uma pessoa sem afetos é coxa.”

Descobrir o que se quer fazer na vida é importante para ultrapassar o que chama no seu livro de “armadilha da conformidade”, ou seja, a pressão social de que todos sofremos para seguir os padrões de sucesso da sociedade, em que definimos as nossas prioridades em consonância com as expectativas dos outros e não com as nossas próprias ideias.
Quando decidiu abandonar um bom cargo numa empresa para ser empresário, Ricardo Fortes da Costa ouviu várias vezes que seria uma má ideia “trocar o certo pelo incerto”, mas se não fosse isso não teria feito coisas que não poderia fazer numa multinacional e gerir o seu tempo de forma diferente. “A única pessoa que sabe qual é o caminho certo somos nós próprios”, diz, e “para viver a vida na sua plenitude temos de ser autênticos.”
A “Leading People – International HR Conference” pode ser vista na “Líder TV”, na posição 165 da grelha do MEO, e na SAPO Vídeos. Trata-se de uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas e da APESPE RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos.
O evento conta ainda com o apoio da Capgemini, Multipessoal, Axians, Tabaqueira, Multitempo, Consulting House, Sofia Calheiros & Associates, Turismo de Portugal, ASUS, Holmes Place, Lift, FCB Lisboa, Made2Web e Carla Rocha Communication Training.
