«No futuro haverá emprego para todos», promete a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

Segundo Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, “haverá emprego para todos no futuro”, mas, alerta, “será um trabalho diferente.”

E para chegarmos a esse trabalho com características diferentes o País tem de investir na capacitação das pessoas em competências digitais, processos de automação, nas chamadas soft skills, por exemplo, afirmou durante a 2.ª edição da “Leading People – International HR Conference”, evento que está a decorrer durante o dia de hoje – 25 de outubro, das 9h às 17h, na “Líder TV“, posição 165 da grelha do MEO, e através de um webinar sem custos, onde pode registar-se.


Este é um momento de mudança e transformação, avançou a responsável do Governo, citando estudos que mostram que 20% a 30% das profissões desaparecerão e 80% dos empregos que existem terão transformações radicais.

“Hoje, muitas pessoas ficaram em situação de desemprego e por isso temos de procurar antecipar as mudanças em termos de competências digitais, ambientais e na economia do cuidado, áreas onde precisamos de pessoas qualificadas.”

Junto com o IEFP e empresas tecnológicas, Ana Mendes Godinho está a desenvolver um programa para identificar perfis de programadores. “Vamos precisar de 3000 profissionais com estas competências.” Para isso foram desenhados perfis formativos para dar resposta às necessidades das empresas. As empresas comprometem-se a contratar estes trabalhadores, oferecendo-lhes no mínimo 1200 euros e um contrato sem termo.

A CIP – Confederação Empresarial em Portugal está a fazer o mesmo, a identificar perfis de colaboradores que as empresas em processo de mudança passaram a precisar. A lógica não é nova, trata-se de “casar as necessidades do mercado de trabalho com quem está a desenhar os programas de formação”.

Outra ideia antiga que ganhou ímpeto com esta pandemia é a necessidade de oferecer empregos sustentáveis para usar a palavra da moda que veio substituir o princípio da não precariedade laboral. “O novo modelo de trabalho deve abandonar a precariedade”, defendeu a Ministra.

 

Haverá emprego para todos no futuro?


António Saraiva, presidente na CIP – Confederação Empresarial de Portugal, também presente no mesmo painel moderado pela jornalista Patrícia Matos, e que decorreu no âmbito da “Leading People – International HR Conference”, defendeu a mesma ideia dizendo que “trabalho para todos seguramente vai haver, o que não vai haver é o mesmo tipo de trabalho”, porque a forma de fazer e as competências vão ser diferentes.

A história tem mostrado que o desaparecimento de umas profissões traz inevitavelmente novas profissões: os postos de trabalho repetitivos estão condenados à robótica e as pessoas que ficam desempregadas têm de absorver as novas competências- “alguém tem de programar o robot para fazer as tarefas repetitivas.”

Segundo o responsável pela associação das entidades patronais, estamos num tempo de fazer diferente e melhor, e a pandemia, como todas as crises, traz a oportunidade de nos levar a um futuro que antevíamos. “Já antes havia queixas de falta de mão de obra qualificada em número enorme – isso não aconteceu, mas é essencial que se faça acontecer agora.”

É que no futuro “não vamos viver numa sociedade de licenciados, mas de especialistas”, destaca António Saraiva. O que tem acontecido até aqui em Portugal é que “todos os pais querem que os filhos sejam doutores e engenheiros e quando as empresas precisam de mão de obra especializada não a têm.”

Para Ana Paula Bernardo, secretária-geral adjunta da central sindical UGT, é importante conseguir soluções e alternativas para que todos tenham empregos no futuro, adequados, dignos, em que os trabalhares se sinta valorizados.


Sobre o teletrabalho, a líder sindical defende que “não podemos definir soluções para o futuro com base no que está a acontecer exatamente hoje, em que há cerca de 82% trabalhadores em teletrabalho por causa da COVID-19 e não por opção individual.” No início havia grande recetividade, mas hoje o teletrabalho começa a ter uma menor atratividade por parte dos trabalhadores, alertou.

O “Leading People  – International HR Conference” é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas e da APESPE RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos.

O evento conta ainda com o apoio da Capgemini, Multipessoal, Axians, Tabaqueira, Multitempo, Consulting House, Sofia Calheiros & Associates, Turismo de Portugal, ASUS, Holmes Place, Lift, FCB Lisboa, Made2web e Carla Rocha Communication Training.

Assista aqui ao debate:

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