A pandemia é uma “realidade áspera que está para se prolongar, independentemente da existência de uma vacina”, afirma Paulo Magalhães Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, considerado uma das “100 melhores pessoas de 2019: Pessoas que inspiram as pessoas”, pela Feedz. A nova agenda do profissional de Recurso Humanos, na sua perspetiva, não está limitada aos muros das organizações, vai além deles, exigindo que o profissional faça a gestão do risco.

Defende um conjunto de soluções estruturadas, que colocam as pessoas no centro das atenções, e que guiam as ações a partir de três eixos: saúde, educação e trabalho. Para que isto aconteça, uma condição essencial é que “a liderança saiba gerar confiança”, destacou na sua apresentação desde o Brasil em direto para a cimeira da liderança Leadership Summit Portugal.
A educação permite formar os profissionais com as competências necessárias para ingressar no mundo do trabalho – e aqui temos de ter uma preocupação muito grande com os jovens porque “se os jovens não tiverem educação e bom ambiente de trabalho estamos a prejudicar futuras lideranças.”
Em conjunto, a educação e o trabalho geram as lideranças necessárias. E são as lideranças que levarão as organizações à produtividade e, como resultado final, à competitividade do país.
Para o luso-brasileiro formado em Psicologia, com uma pós-graduação em Educação e outra em Processos e Dinâmicas de Grupo, saber lidar com esta crise é ver que não temos apenas uma crise de saúde, mas de educação, trabalho e, como resultado, de liderança, produtividade e competitividade.
