«Precisávamos de dar segurança às nossas pessoas», diz a líder da SIVA, responsável por 280 colaboradores

Viktoria Kaufmann, CEO da SIVA, partilhou o caso da empresa que lidera e que representa as marcas do grupo Volkswagen em Portugal. Quais as medidas centrais que tomou quando a pandemia rebenta em Portugal? Que lições retirou do que é gerir em tempos de incerteza e principalmente numa crise em que ninguém conhecia os contornos. “Não estávamos preparados”, admitiu a certo ponto na apresentação que fez durante a cimeira da liderança Leadership Summit Portugal que decorreu esta semana no Casino Estoril, em Cascais.

Na verdade, as suas expetativas para as marcas eram altas para o ano em curso. “Tínhamos um plano sólido, estávamos bem preparados para atingir os nossos objetivos”, contou. A crise provocou uma quebra de 85% no setor automóvel. “Não víamos a luz ao fundo do túnel – o que devíamos fazer?”


A primeira medida imediata que a equipa de gestão tomou foi criar um Comité de Crise com reuniões regulares envolvendo a gestão de topo e todas as áreas da empresa. A preocupação central eram as pessoas.

Naquele momento, a equipa de gestão sabia que tinha de tomar decisões rápidas para proteger os colaboradores. “Precisávamos de dar segurança às nossas pessoas”- ou seja 280 empregados que Viktoria Kaufmann tem sob a sua direta responsabilidade.

Começaram por encomendar os equipamentos de proteção individual, que eram muito difíceis de encontrar com a inesperada subida da procura e por implementar um modelo de trabalho por turnos e trabalho remoto. “Começámos cedo.”

Depois, apostaram na comunicação permanente com todas as partes: reuniões com a gestão todos os dias, comunicação com os empregados durante todo o tempo, contato online com os parceiros de negócio e com a sede e as fábricas.

O que é que as pessoas esperam da gestão de topo e do líder? “As pessoas precisam de saber que a gestão sabe o que se passa e que tem um plano para gerar confiança.” Esta foi uma das lições que retirou daqueles primeiros momentos da pandemia.

A executiva terminou a sua apresentação com algumas conclusões: não devemos ter medo de errar, “é normal errar”; devemos pensar fora da caixa e ter uma atitude positiva em relação à mudança; é essencial, mesmo na incerteza, ter uma visão de longo prazo- “os planos podem mudar, mas mesmo assim temos de ter uma grande visão e todos devem conhecê-la”; e, por fim, um líder deve dar responsabilidade pelos resultados às pessoas, dar-lhes recursos e autonomia para gerar envolvimento.

A totalidade do evento e as várias participações devidamente editadas irão estar disponíveis on demand a partir da próxima semana na Líder TV – na posição 165 do MEO. Por agora, pode ver ou rever aqui.

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