Cimeira Científica sobre Tabaco: Está a aumentar o uso de produtos alternativos

Qual é a abordagem certa quando se trata de informar o público sobre os cigarros eletrónicos e o que se espera dos governos no futuro? “O governo deve ser transparente na mensagem passada aos consumidores dizendo que os cigarros eletrónicos são 95% mais seguros do que fumar tabaco e que podem ajudar os fumadores a deixarem de fumar”, afirmou esta semana Clive Bates, diretor da Counterfactual, uma consultora em assuntos de interesses público na área do desenvolvimento sustentável e política energética fundada pelo próprio em 2013.

Durante o primeiro dia da terceira Scientific Summit on Tobacco Harm Reduction, Clive Bates disse que há um bom exemplo e modelo a seguir que é a forma sincera como foi feita a campanha do departamento de Saúde Pública do Reino Unido. Na sua opinião, o Public Health England tem tido a abordagem correta em termos de Políticas de Saúde Pública e Regulação.

Depois da licenciatura em Engenharia pela Universidade de Cambridge, Clive Bates trabalhou em Marketing de Tecnologias de Informação na IBM. Em 2003, ingressou na Unidade de Estratégia do Primeiro Ministro Blair como funcionário público sénior e seguiu uma carreira no setor público na área ambiental e da sustentabilidade no Reino Unido e para as Nações Unidas no Sudão.

Várias facetas da política e regulamentação de Saúde Pública foram apresentadas e discutidas na sessão da tarde, nomeadamente uma avaliação das estratégias de redução dos perigos de fumar em todo o mundo, os padrões a serem usadas pelas autoridades para enfrentar os desafios dos produtos de nicotina alternativos e o exemplo da Food and Drug Administration dos EUA sobre o risco da comunicação. Foi ainda apresentada a avaliação clínica e os dados mais recentes sobre cigarros eletrónicos, mudança para um sistema de aquecimento de tabaco e outros efeitos de novos produtos.

Alternativas ao tabaco

Está a aumentar a frequência do uso de produtos alternativos ao tabaco entre os fumadores, como por exemplo, cigarros eletrónicos e produtos de tabaco aquecido como soluções para substituir o tabaco e eventualmente deixar de fumar.

A comunidade científica está em debate, na tentativa de explicar os benefícios e os riscos associados a esses produtos. Apesar de conhecer os efeitos nocivos do fumo para a saúde há décadas, mais de mil milhões de pessoas fumam globalmente e mais de 7 milhões morrem prematuramente todos os anos de doenças relacionadas com o fumo.

A cessação do tabagismo e a prevenção continuam a ser as intervenções mais impactantes e económicas na medicina. Os profissionais de saúde e especialistas em saúde pública precisam alertar continuamente todos os fumantes e a população em geral sobre os efeitos adversos de fumar.

Numa era de aceleração do progresso e inovação tecnológica, novas abordagens de redução dos danos do tabaco surgem com base em alternativas potencialmente mais seguras do que os cigarros, para aqueles fumadores que, por várias razões, não conseguem parar de fumar completamente. A ciência mostra que a nicotina tem um potencial aditivo, mas desempenha um papel menor na mortalidade relacionada com o tabagismo.


Para discutir estes temas, a terceira Scientific Summit on Tobacco Harm Reduction: Novel products, Research & Policy ou cimeira científica sobre a redução dos perigos do tabaco juntou cientistas de todo o mundo durante dois dias, em 16 sessões.

São cerca de 50 palestrantes oriundos de 26 países reunidos para partilhar dados científicos sobre os produtos alternativos ao tabaco. O evento é organizado, pelo terceiro ano, pelo departamento de Bioquímica-Biotecnologia, Programa de Pós-Graduação em Toxicologia, da Universidade da Tessália e pelo Laboratório de Biologia Molecular e Imunologia do departamento de Farmácia da Universidade de Patras.

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