Conselhos de sobrevivência para PME

À medida que as PME se adaptam à nova normalidade, devem tomar decisões sobre como recuperar e, em alguns casos, até renovar os seus negócios. Um estudo realizado em junho pela Sage, empresa inglesa de software de gestão para PME, indicava que 47% das PME portuguesas haviam perdido mais de metade do seu volume de negócios desde o início desta crise, e que 36% ainda não conseguia estimar um prazo para a recuperação dos seus valores de negócios do pré-pandemia.

“Nesta ‘nova normalidade’, continuaremos a trabalhar diariamente para poder dar resposta a todas as exigências da economia pós-COVID e queremos fazê-lo em conjunto com o nosso sólido ecossistema”, afirma Josep María Raventós, Country Manager da Sage Portugal.

Os gestores de negócios encontram-se num contexto desafiante, mas existem medidas de apoio por parte do governo e oportunidades inerentes ao teletrabalho de que podem tirar partido. No entanto, em primeiro lugar, as PME devem fortalecer as bases do seu negócio – o seu fluxo de caixa, os seus dados e sistema, sem esquecer que a digitalização passou de fator de diferenciação a uma questão de sobrevivência neste novo panorama.

Manter o fluxo de caixa e a liquidez

Muitos setores estão ainda a viver uma redução da procura e as PME vão sentir uma pressão contínua sobre o fluxo de caixa, pois os clientes continuam a procurar estender os seus prazos e condições de pagamento. A gestão dos gastos permanentes, sob a forma de salários e outras despesas dos colaboradores, combinados com uma menor entrada de fluxo de caixa, continuará a ser uma das prioridades das empresas nos próximos meses.

A transição que as empresas fizeram no sentido da centralização dos dados integrados na Cloud ajuda a agilizar o processo de adaptação a esta nova realidade. Centralizar a informação faz com que localizar pontos de dados específicos seja rápido e simples, o que permite às equipas moverem-se mais depressa e serem mais produtivas.

Uma nova realidade a partir de casa

As PME também devem adaptar-se ao futuro do trabalho – que será, se não totalmente remoto, certamente híbrido. Trabalhar em casa tornou-se uma realidade universal nos últimos meses e não vai desaparecer tão depressa. Várias empresas (sobretudo tecnológicas) já oferecem aos colaboradores a opção de trabalhar em casa a longo prazo, mas é provável que esta se converta numa prática comum para muitas outras empresas, pelo menos enquanto a ameaça do coronavírus permanecer ativa.

Esta situação não tem por que ser má para as empresas; na verdade, muitas das PME que são capazes de oferecer os seus serviços de forma digital estão já a colher benefícios desde há alguns meses. A maioria dos colaboradores (82%) afirma ser mais produtivo quando tem acesso a um regime que inclui trabalho remoto, e uma grande parte (58%) afirma que a sua satisfação laboral também é maior.

Competências digitais: uma questão de sobrevivência

A digitalização não é um conceito novo e, agora mais do que nunca, as empresas que pretenderem acompanhar a evolução do “novo normal” terão de apostar nela – deixa de ser uma recomendação e passa mesmo a ser uma obrigação.

As empresas terão de investir nas skills digitais dos seus líderes e restantes colaboradores – apostando seriamente na formação para melhorar as suas competências que permitam uma maior produtividade e eficiência não só no que respeita ao trabalho a partir de casa, mas também na inovação de projetos e atividades que permitam a continuidade dos seus negócios.

Um futuro incerto

Os próximos meses continuarão a apresentar desafios e dificuldades às empresas de todas as dimensões. As condições alteram-se constantemente e a recuperação será gradual, e ainda ninguém consegue prever como será, realmente, a “nova normalidade”. No entanto, as empresas não são impotentes perante a pandemia e podem, desde já, tomar decisões cruciais no sentido de mitigar os desafios e fortalecer os seus negócios.

A digitalização das operações sempre que seja possível, bem como a adoção de ferramentas Cloud para as agilizar, ajudará as PME a proteger os seus ativos. Proporcionar as ferramentas para trabalhar em casa permitirá que as equipas continuem a trabalhar de forma segura e produtiva. Possuir pilares digitais integrados ajuda as empresas a retomar a sua atividade, para sobreviver ao agora e prosperar no futuro.

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