Radar COVID-19: «Estar ainda mais próximos, mesmo estando distantes fisicamente», diz CEO do Grupo Ageas Portugal

Reforçou todos os serviços e canais digitais das várias marcas que compõem o Grupo – Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo. Desde a primeira hora, a prioridade máxima concentrou-se na segurança das equipas, garantindo em simultâneo o mínimo impacto possível no serviço e um compromisso ativo para com a sociedade.


Salvaguardar o contacto e proximidade permanentes com os colaboradores, parceiros, prestadores e clientes foi a principal preocupação de Steven Braekeveldt, CEO do Grupo Ageas Portugal. Assim que implementou um Plano de Contingência com trabalho remoto para todos os colaboradores, desenvolveu uma série de iniciativas focadas no bem-estar e segurança de todos. «Temos toda uma equipa organizada, dedicada e mobilizada e é incrível ver o nível de solidariedade e de cooperação entre todos nestes tempos difíceis», partilha Steven Braekeveldt. Exemplificando as inúmeras iniciativas, desde a “Ageas Saudável @Home”; às ações de cariz social através da Fundação Ageas; ao reforço no apoio à Cultura, associando-se à plataforma Portugal #EntraEmCena, que junta artistas, fundações, marcas e entidades públicas e privadas; passando por todas as medidas em nome da Médis.

Em entrevista, via remota, à Líder, o CEO do Grupo Ageas Portugal explica que está também, neste momento, a avaliar e a definir medidas para a retoma da atividade após este período. E aproveita ainda para deixar um apelo nacional a todos os líderes: «Cabe-nos ser também heróis. Transformar e adaptar os nossos negócios, canalizar energia e esforços para produzir o que mais precisamos neste momento ao nível de material médico, olhar de forma responsável e ativa para o apoio a grupos de risco e pessoas vulneráveis, cuidar das nossas equipas e pessoas e fazer a diferença enquanto empregadores. Sejam um motivo de orgulho para colaboradores e familiares, clientes e parceiros».

O que é mais assustador nesta crise de saúde pública mundial?
Há uma séria de questões que esta epidemia veio levantar, e para as quais ninguém estava preparado. Foi posta em causa a nossa liberdade e muitos de nós viram os seus direitos fundamentais restringidos por via da Declaração de Estado de Emergência. As famílias foram forçadas a reorganizar toda a sua vida e rotinas, muitas vezes a trabalhar a partir de casa e com as dificuldades inerentes de gestão familiar entre quatro paredes.
Os sistemas educativos viram-se obrigados a encontrar soluções alternativas e/ou a funcionar online mas que não chegam a todos os alunos. As pessoas mais vulneráveis veem agravada a sua situação ao nível económico, social ou da própria saúde. As autoridades governativas são desafiadas a encontrar soluções que mitiguem o impacto de forma global. As fronteiras são fechadas e o impacto é exponencial face à dependência entre economias.
Esta deixou de ser uma crise apenas de saúde pública, e obriga-nos a questionar temas sociais, económicos, organizativos, globais e à escala mundial. 

Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde dos vossos colaboradores?
Perante a evolução do COVID-19 no país, o Grupo Ageas Portugal implementou, desde a primeira hora, um Plano de Contingência, tendo como prioridade máxima a segurança imediata das equipas, garantindo em simultâneo o mínimo impacto possível no serviço a parceiros e clientes, mas também um compromisso ativo e contínuo para com a sociedade. Destacaria como medidas fundamentais:
– A segurança das nossas equipas, incluindo contact centers, com mais de 1000 pessoas a trabalhar de casa desde logo; um movimento incrível conseguido pelas nossas equipas de informática em tempo recorde. Logo após este movimento, demos início a uma série de iniciativas para ajudar as equipas e gestores a gerir esta nova forma de trabalhar à distância e manterem-se conectados através das ferramentas de que dispomos, assim como iniciativas de promoção da saúde e bem-estar “Ageas Saudável @Home”.
– Informar, esclarecer e prevenir através de uma comunicação clara, nomeadamente através da Médis, empresa do Grupo especializada em saúde, que está na linha da frente, a promover a literacia e a apoiar os seus clientes através da Linha de Enfermeiros disponível 24 horas e do Médico Online através de uma vídeo chamada;
– Estar ainda mais próximos, mesmo estando distantes fisicamente, através dos diversos serviços e canais digitais online das várias marcas que compõem o Grupo (Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo);
– Promover o conhecimento responsável daquilo que os nossos clientes podem esperar de nós ao nível de produtos e serviços, como é o caso da comparticipação do exame de diagnóstico para os clientes Médis com cobertura de ambulatório, mediante prescrição médica, e adaptar o seguro de vida da Ageas Seguros para os profissionais de saúde;
– Ações de cariz social, através da nossa Fundação Ageas, muito focada em envolver os colaboradores em iniciativas solidárias nomeadamente no apoio aos mais seniores e grupos de risco;
– Ainda no campo social, reforçámos o nosso apoio à Cultura, associando-nos à plataforma Portugal #EntraEmCena, que junta artistas, fundações, marcas e entidades públicas e privadas para apoiar a projetos culturais em Portugal;
– Por fim, criamos um site totalmente dedicado a estas iniciativas e temos uma forte dinamização das nossas redes sociais.
Temos toda uma equipa organizada, dedicada e mobilizada e é incrível ver o nível de solidariedade e de cooperação entre todos nestes tempos difíceis.

 Que impacto no negócio?
É ainda cedo tentar prever de forma objetiva os impactos, dado que não sabemos quando a situação vai estar controlada. Temos, por isso, equipas totalmente dedicadas e a acompanhar em permanência os desenvolvimentos da propagação do Covid-19. Centrámo-nos, por isso, e em primeiro lugar, na proteção das pessoas que fazem parte do nosso ecossistema (colaboradores, clientes, parceiros, fornecedores, grupos de risco). Do ponto de vista do negócio, os principais impactos verificam-se, como seria expectável, ao nível das atividades de Saúde e de Vida, pelo que continuamos empenhados em garantir informação séria, qualificada e transmitida de forma responsável aos nossos clientes. Temos também impactos laterais, provocados pela indisponibilidade ou capacidade reduzida (mas incontornável) de serviços de parceiros e prestadores.
Estamos neste momento também a avaliar e a definir medidas para a retoma da atividade “back to normal” após este período tão difícil para todos. 

É possível já começar a desenhar algumas medidas a esse nível?
O que podemos e devemos fazer todos, é começar a delinear estratégias para um regresso com a máxima segurança e serenidade, ainda que estes planos possam sofrer alterações a qualquer instante. A partir daí, precisamos de partilhar e envolver fortemente as nossas equipas, de forma totalmente transparente, para que a energia do coletivo faça a diferença e retomemos a nossa estratégia e planos com mais força do que nunca.

Situação complexas em concreto que enfrentam e como pensam atuar?
Acima de tudo, temos procurado esclarecer de forma clara e transparente os nossos clientes da Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo, sobre as suas coberturas e canais alternativos durante esta pandemia e comunicar de forma clara medidas preventivas. Para garantir o contacto e proximidade permanentes com os nossos clientes, reforçámos uma diversidade de canais e serviços digitais, bem como as equipas de atendimento telefónico.
Por exemplo, no caso da Médis, que sendo uma seguradora de saúde tem um papel responsável e ativo no sistema de saúde português, adotou as seguintes medidas de apoio: implementação do Médico Online, serviço de telemedicina disponível na app Médis; comparticipação do exame de diagnóstico para os clientes com cobertura de ambulatório, mediante prescrição médica e sem qualquer custo; reforço dos recursos da Linha Médis, disponível 24h/7dias, para garantir o apoio e o esclarecimento sobre os cuidados a ter.
Temos ainda o exemplo da Fundação Ageas, que ciente do seu papel na sociedade, procurou desde o primeiro momento promover uma série de iniciativas e parcerias, de forma a apoiar os que mais necessitam, designadamente as pessoas idosas, doentes crónicos, pessoas sem-abrigo, entre outras. Criámos o projeto, “Adota um avô – Chamada Amiga”, que permite aos voluntários do Grupo Ageas Portugal ligarem a idosos mais isolados e proporcionarem uns minutos de conversa agradável e descontraída. Realizámos um donativo na plataforma GoParity, para fornecer material hospitalar. Adicionalmente, apoiamos também o Movimento SOS Vizinho, que pretende apoiar as pessoas mais vulneráveis, vizinhas e isoladas; com a AMI estamos presentes no projeto de angariação de fundos e de voluntários para apoio aos seus beneficiários mais vulneráveis em Portugal, que vivem em situação de exclusão social, nomeadamente idosos que vivem sós, famílias monoparentais com filhos menores, pessoas com doenças crónicas ou de risco.

Já tinham vivido um desafio destes?
Acho que ninguém alguma vez tinha vivido uma situação tão complexa como esta e com impactos a tantos níveis. Espero que aprendamos todos e que, no final, esta situação nos ajude a estar mais bem preparados e a olhar novamente para o futuro com confiança reforçada.

Qual o papel que o Estado deve assumir perante as empresas?
Neste processo, e junto de empresas, os órgãos governamentais devem ser facilitadores. Devem permitir, sem restrições, de forma ágil e flexível que as empresas se transformem para dar uma resposta rápida ao problema que estamos a viver.

Conselhos que deixa aos portugueses que lideram outras empresas ou organizações?
Cabe-nos ser também heróis. Transformar e adaptar os nossos negócios, canalizar energia e esforços para produzir o que mais precisamos neste momento ao nível de material médico, olhar de forma responsável e ativa para o apoio a grupos de risco e pessoas vulneráveis, cuidar das nossas equipas e pessoas e fazer a diferença enquanto empregadores. Sejam um motivo de orgulho para colaboradores e familiares, clientes e parceiros.
Cada líder deve fazer a sua parte, de uma forma ou de outra, e mediante as respetivas possibilidades, afinal todos podem ser pequenos heróis.

E aos portugueses em geral?
Os portugueses, que podem, têm apenas uma missão: ficar em casa, cuidar de si e dos que o rodeiam, encontrar criatividade e energia para garantir que estes momentos de isolamento, são também momentos de reforço de laços familiares, e acreditar que o amanhã será, certamente, melhor e que tudo vai ficar bem.

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