Radar COVID-19: «As nossas equipas estão orientadas para apoiar o País, de norte a sul»

Lado a lado com os colaboradores e clientes. A Multitempo está permanentemente em campo. Os processos de Trabalho Temporário continuam a ser realizados à distância e partilharam os contatos pessoais dos consultores para facilitar o acesso a candidatos, colaboradores e clientes.


Todas as delegações – de Lisboa, Barreiro, Maia e Trofa – e os escritórios – em São Teotónio, Ferreira do Alentejo, Campo Maior e Faro – estão fechados ao público, mas a funcionar com uma equipa, para permitir a evolução dos processos que não podem ser realizados à distância. Toda a restante estrutura da Multitempo está a trabalhar remotamente.

«Nós estamos e estaremos sempre ao lado dos nossos colaboradores e clientes. Na fase que atravessamos, tudo o que fizermos hoje será determinante em termos futuros», explica Isabel Borges, diretora geral da Multitempo, por isso o trabalho não pára. Estão a informar ininterruptamente, os processos continuam a ser realizados, utilizando plataformas digitais, para garantir o normal funcionamento, e foi também divulgado o contato direto e pessoal de toda a equipa de consultores para facilitar o acesso a candidatos, colaboradores e clientes.

A empresa de Trabalho Temporário viu-se obrigada a tomar medidas que espera virem a ser de curto prazo. Falamos do encerramento de empresas de alguns clientes e, consequente, suspensão dos contratos com os colaboradores temporários. Neste sentido, o impacto não podia ser outro. «Está a ser negativo em nós e nos nossos clientes», explica Isabel Borges à Líder. Agora, a atenção está voltada para as indústrias alimentar, agroalimentar, distribuição, logística e farmacêutica.

O que é mais assustador nesta crise de saúde pública mundial?
Assustador é uma expressão que no período que atravessamos deve ser afastada. Em meu entender, o que verdadeiramente me preocupa é a forma como a Multitempo deve canalizar toda a sua capacidade para assegurar o funcionamento regular das áreas de atividade dos seus clientes e colaboradores face ao momento atual. Já nem falo dos médicos e dos enfermeiros, e de todos os profissionais de saúde, porque esses ficarão para a História como os heróis deste século. Falo de todos cujo trabalho tem de continuar para, de forma responsável, garantir o futuro das suas famílias, que são a Economia de Portugal.

Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde dos vossos colaboradores?
A Multitempo sempre teve como preocupação central os seus colaboradores. Desde há várias semanas implementamos um plano de contingência que temos vindo a cumprir, internamente e ao nível dos nossos clientes.
Para além do contacto telefónico, foi criado igualmente uma caixa de e-mail específica tendo como objetivo estar em contacto com todos os colaboradores e responder a todas as questões relacionadas com os procedimentos e mecanismos a acionar em função de cada caso.
Paralelamente, estamos a atualizar as FAQ sobre diferentes temas e a informar permanentemente. Todas as nossas delegações e escritórios estão fechados ao público, mas a funcionar com uma equipa, para permitir a evolução dos processos que não podem ser realizados à distância. Toda a restante estrutura está a trabalhar remotamente. Continuamos a fazer outros processos à distância utilizando plataformas digitais, para garantir o normal funcionamento, e foi também divulgado o contato direto e pessoal de toda a equipa de consultores para facilitar o acesso a candidatos, colaboradores e clientes.
Todas as nossas equipas, independentemente das suas áreas, estão orientadas para apoiar todos de norte a sul do País, para que, na interpretação dos seus problemas, sejam atendidas as suas necessidades.

Que impacto no negócio?
O impacto está a ser negativo em nós e nos nossos clientes. Todavia, acredito que nalguns setores onde a Multitempo já intervém poderão vir a existir outras necessidades que, no momento atual, justificam a nossa melhor atenção, nomeadamente nas indústrias alimentar, agroalimentar, distribuição, logística e farmacêutica. No entanto, não tendo este momento nada que ver com outros momentos de crise, o que é facto é que a Multitempo soube sempre ultrapassá-los com mais ou menos tempo.
Consideramos que o conjunto de medidas adotadas pelo nosso Governo, são muito importantes para criar mecanismos de suporte financeiro e responder a eventuais dificuldades que possam surgir. Acreditamos igualmente que outras medidas irão ser tomadas pelos responsáveis do nosso país, mas devemos aguardar qual o desenvolvimento que esta pandemia terá num espaço de tempo que se deseja curto. Também é essa a convicção do nosso Governo.

É possível já começar a desenhar algumas medidas a esse nível?
Nós estamos e estaremos sempre ao lado dos nossos colaboradores e clientes. Na fase que atravessamos, tudo o que fizermos hoje será determinante em termos futuros. No entanto, existiram situações decorrentes da declaração do Estado de Emergência que nos obrigaram a tomar medidas que esperamos virem a ser de tempo curto. Refiro-me ao encerramento das empresas de alguns clientes, os quais, devido à pandemia, tiveram de suspender transitoriamente as suas atividades e, consequentemente, suspender os contratos com os nossos colaboradores temporários.

Já tinham vivido um desafio destes?
Ao longo da nossa história de 25 anos, soubemos lidar com momentos complexos, mas nada comparável com os efeitos produzidos com a declaração do Estado de Emergência. A Multitempo encara o momento atual como o maior desafio que alguma vez viveu. Estamos confiantes que, da nossa experiência, sairá a estratégia necessária para ultrapassar mais este momento em que o País se encontra.

Qual o papel que o Estado deve assumir perante as empresas?
O Estado, e as empresas em geral, têm de perceber qual o seu papel e que esta situação é completamente anómala, que provém de uma causa cujo efeito ainda não é percetível. Assim, esperamos uma atuação do Governo essencialmente preventiva. Deveremos considerar o conjunto de medidas apresentadas como positivo, dada a forma célere como foi apresentado; veremos no futuro como se irá traduzir em termos práticos. Contudo, a sua objetividade tem de ser garantida, fundamentalmente no tocante à simultaneidade das regras decorrentes de tais medidas e às regras do Código de Trabalho em vigor, enquanto o período durar.

Conselhos que deixa aos portugueses que lideram outras empresas ou organizações?
Se nas crises temos de ser mais exigentes, nesta devemos ultrapassar os nossos limites, saber reconhecer e selecionar as prioridades. As empresas e os seus colaboradores têm de ser muito corajosas e só com coragem conseguiremos ultrapassar este momento. Num tipo de coragem responsável e coletiva. Está na hora de apurar o sentido do associativismo que as empresas em Portugal já deveriam ter há muito tempo.

E aos portugueses em geral?
Acordem todos os dias com a noção de que esta situação será ultrapassada e daqui sairemos mais fortes. Muita calma, muita ponderação, não deixar que o medo os impeça de continuar a trabalhar, porque vamos ter de contar com todos sem exceção. Pede-se agora, mais do que nunca, um cuidado acrescido na preservação e defesa da sua saúde. Se a isso conseguirmos juntar o bem-estar económico, teremos a receita para vencer com êxito esta pandemia.

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