Peter Hawkins defende a evolução e transformação dos líderes e da liderança do futuro

A conferência Tomorrow’s Leadership and the Necessary Revolution in Today’s Leadership Development, organizada pela CEGOC no âmbito do Ciclo de Formação em Systemic Team Coaching, contou com casa cheia na Sociedade de Geografia de Lisboa, no passado dia 30 de maio.

O evento teve como orador o professor Peter Hawkins, que apresentou as principais conclusões de uma investigação global, realizada durante vários anos junto de CEO, diretores de RH, managers e millennials, sobre as pistas e tendências na área da liderança para os próximos anos.

A conferência começou por abordar o ambiente global em que vivemos, em constante ebulição tecnológica e pautado por transformações que impactam diretamente todos os quadrantes da sociedade e de onde emergem novos desafios e oportunidades a cada minuto.

Na opinião de Peter Hawkins, a liderança de hoje não está suficientemente alinhada com a agenda estratégica das organizações, pois está excessivamente concentrada em proporcionar desenvolvimento individual àqueles que ocupam cargos mais elevados e não se concentra suficientemente na liderança coletiva e nos líderes do futuro. Gasta, também, demasiado tempo em competências e conhecimentos, não tem tempo suficiente para mudar mindsets, e não avalia o desenvolvimento da liderança em termos do impacto na criação de valor para a organização e os seus stakeholders.

Peter Hawkins sublinhou, ainda, que neste contexto de mudança, complexidade e aceleração vertiginosa em direção ao futuro, não devemos ser otimistas nem pessimistas, ou melhor: “Devemos ser pessimistas do intelecto e otimistas da vontade. Devemos ser pessimistas em relação aos desafios dos próximos 20 anos, por serem os maiores que a humanidade já teve de enfrentar. Falamos de desafios que são enormes e para os quais devemos abrir os olhos – desafios ecológicos, desafios políticos, desafios económicos… Mas devemos ser simultaneamente otimistas para trabalharmos de forma colaborativa, como seres humanos, e juntarmos todos os esforços que precisamos para mudar a nossa consciência coletiva e podermos assim abordar esses desafios”.

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